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Deputado Rogério Correia durante sessão da CPMI do Golpe

CPMI do Golpe: deputados do PT querem ouvir esposa de Mauro Cid

Requerimento de convocação de Gabriela Santiago Ribeiro Cid foi apresentado pelos deputados Rogério Correia e Delegada Adriana Accorsi, que também solicitaram compartilhamento de provas ao STF

Os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Delegada Adriana Accorsi (PT-MG), membros da CPMI do Golpe, apresentaram requerimento para que não só o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, seja interrogado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, mas também a esposa dele, Gabriela Santiago Ribeiro Cid.

No requerimento de convocação, os parlamentares lembram que Gabriela foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal e é investigada no inquérito que apura a falsificação de cartões de vacinação, o que levou Mauro Cid a ser preso. 

Os deputados, então, ressaltam que tal inquérito encontrou, no telefone de Mauro Cid, indícios de planejamento e estudos jurídicos que sustentariam possível golpe de Estado, como mostrou matéria do jornal O Globo, publicada na quarta-feira (7). 

“Foi constatada a possibilidade da Sra. Gabriela Santiago Ribeiro Cid ter acesso a conteúdo extraído do telefone celular de Mauro Cid que revelam suposto planejamento e tentativa de golpe de Estado, em mensagens contidas no aparelho e também na nuvem”, justificam.

Solicitação de provas

Rogério Correia e Delegada Adriana Accorsi também apresentaram pedido para que o Supremo Tribunal Federal (STF) compartilhe com a CPMI as provas colhidas na investigação e que não estejam gravadas por sigilo judicial.

“A prova emprestada, que ora se pretende submeter a requisição ao STF, está regulada pelo artigo 372 do Código de Processo Civil (CPC), o qual estabelece que ‘o juiz poderá admitir a utilização de prova produzida em outro processo, atribuindo-lhe o valor que considerar adequado, observado o contraditório. Tal competência está dentre aquelas atribuídas à CPMI, cujos poderes de investigação se equiparam as inerentes à autoridade judiciária”, observam os parlamentares.

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