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Lula e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, durante reunião bilateral: potencial de crescimento em parcerias econômicas. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Lula se reúne com presidentes da França, da Turquia e príncipe da Arábia Saudita na Cúpula do G20

Líder brasileiro quer reativar a parceria estratégica e buscar caminhos para ampliação das relações comerciais entre os dois países

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma reunião bilateral com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, no início da tarde deste sábado, 9/9, em paralelo à 18ª Cúpula de chefes de Estado e de governo do G20, em Nova Delhi, na Índia.

Lula parabenizou Erdogan pela vitória nas eleições de maio e afirmou que deseja aprofundar a coordenação de posições com a Turquia em foros internacionais, além de reativar a Parceria Estratégica entre os dois países, especialmente na área de Defesa. O comércio bilateral, que chegou ao recorde de US$ 4,9 bilhões em 2022, tem amplas frentes para ampliação.

Uma das possibilidades citadas pelo líder brasileiro é o mercado de aviação. A Turkish Airlines é uma das principais empresas do ramo no mundo. Lula afirmou que o Brasil está pronto para facilitar discussões entre Embraer e Turkish Airlines no contexto de potenciais novas aquisições planejadas pela empresa turca.

TERREMOTO – O presidente Lula lamentou o forte terremoto que causou cerca de 50 mil mortes na Turquia e na Síria em fevereiro. O governo brasileiro enviou uma equipe de especialistas para ajudar nos esforços de buscas por sobreviventes, que mais tarde recebeu uma condecoração concedida por Erdogan.

RÚSSIA E UCRÂNIA – Lula elogiou os esforços do governo turco para mediar o conflito entre Rússia e Ucrânia, que conseguiu resultados concretos, como o acordo para troca de prisioneiros entre os dois lados. O presidente brasileiro enfatizou que o Brasil está pronto para contribuir com qualquer proposta real de diálogo e garantiu o apoio do Brasil à retomada do acordo de grãos, para tentar garantir a segurança alimentar para mais países do mundo. Lula ressaltou também que os obstáculos ao comércio de fertilizantes gerado pela guerra afetam em especial os países mais pobres.

PRESIDÊNCIA BRASILEIRA NO G20 – Lula antecipou a Erdogan que o Brasil dará destaque à inclusão social e ao combate à fome, à pobreza e à desigualdade enquanto estiver à frente da Presidência do G20. Para Lula, o grupo não pode fixar as discussões apenas na guerra entre Rússia e Ucrânia, porque há outras crises no mundo, como a fome, a pobreza extrema e os desafios climáticos, que demandam atenção imediata.

LAÇOS DIPLOMÁTICOS – As relações diplomáticas entre Brasil e Turquia tiveram início há 165 anos, em 1858, com a assinatura do Tratado Bilateral de Amizade e Comércio. Já no século 21, houve uma aproximação ainda maior, com a visita do então primeiro-ministro Erdogan ao Brasil, para assinatura do plano de ação para a Parceria Estratégica entre os dois países. Brasil e Turquia colaboram para fortalecer suas posições em comum em diversos órgãos internacionais, como a ONU, o G20 e o FMI.

Brasil e França vão reeditar parcerias culturais e Macron prevê visita ao país em 2024

Brasil e França pretendem reeditar em 2025 uma parceria para levar representantes da cultura brasileira ao país europeu e destaques do cenário artístico francês para apresentações no Brasil – em moldes semelhantes ao do Ano do Brasil na França e do Ano da França no Brasil, da década passada. Esse foi um dos desdobramentos da reunião bilateral entre o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente francês, Emmanuel Macron.

Os dois se encontraram neste domingo, 10/9, às margens da Cúpula de chefes de Estado e de Governo do G20, em Nova Delhi, na Índia. Lula reforçou o convite a Macron para que faça sua primeira visita oficial ao Brasil e ouviu do europeu que há previsão de que essa oportunidade ocorra no primeiro semestre de 2024.

Os governantes trataram de uma agenda de cooperação em áreas como defesa e meio ambiente e conversaram sobre pendências que ainda travam um desfecho do acordo entre Mercosul e União Europeia. Lula anunciou que o Mercosul está pronto para concluir o acordo o mais rápido possível e que espera uma postura clara dos europeus.

Para o presidente brasileiro, não faz mais sentido, após 22 anos de tratativas entre os negociadores, seguir numa perspectiva de protelar consensos. Para ele, é o momento de os líderes dos dois lados decidirem politicamente levar o acordo entre os blocos adiante.

O presidente reiterou que o Brasil não abre mão das compras governamentais, por considerar a ferramenta essencial para a reindustrialização do país. E enfatizou que o Mercosul não aceita posturas como a carta adicional que a União Europeia fez neste ano, incluindo possibilidades de sanções em função de temas ambientais.

PARCERIA ESTRATÉGICA – Brasil e França firmaram uma parceria estratégica em 2006 para promover o diálogo político e as relações econômico-comerciais. Os dois países possuem ainda cooperação nas áreas de defesa, espaço, energia nuclear e desenvolvimento sustentável. A parceria Brasil-França ainda contempla os domínios da educação, ciência e tecnologia, temas migratórios e transfronteiriços.

Além de desenvolverem projetos em conjunto em áreas sensíveis e de alta tecnologia, são expressivas tanto a presença de brasileiros vivendo em solo francês quanto a atuação de empresas francesas no Brasil.

Segundo o Itamaraty, cerca de 90 mil brasileiros vivem na França metropolitana e outros 82,5 mil na Guiana Francesa, somando cerca de 172,5 mil. Com 730 km, a fronteira entre o estado brasileiro do Amapá e a Guiana Francesa constitui a maior fronteira terrestre da França.

COMÉRCIO BILATERAL – Brasil e França têm intenso comércio bilateral, que em 2022 movimentou cerca de US$ 8,45 bilhões em mercadorias. No ranking de exportações brasileiras, a França ocupa a 24ª posição, com cerca de US$ 3,49 bilhões. O país também é o 8º no ranking de importações vindas para o Brasil, num total de US$ 4,96 bilhões.

Existem cerca de 860 empresas francesas no Brasil. O Brasil é hoje o segundo principal destino dos investimentos franceses entre os chamados países emergentes, tendo sido ultrapassado apenas recentemente pela China. A França é o 3º maior investidor no Brasil, pelo critério de controlador final, com cerca de US$ 38 bilhões investidos, e 5º maior pelo critério de investidor imediato, com investimentos de cerca de US$ 32 bilhões, segundo os dados do Banco Central para 2021.

Em encontro com o presidente Lula, príncipe herdeiro da Arábia Saudita aponta interesse do país em investir no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu pela primeira vez neste domingo, 10/9, com Mohammed bin Salman, príncipe herdeiro e primeiro-ministro da Arábia Saudita. O encontro aconteceu logo após o encerramento da 18ª Cúpula de Chefes de Estado e Governo do G20, em Nova Delhi, na Índia.

Na conversa, Lula deu as boas-vindas à Arábia Saudita como novo país-membro do BRICS. A nação árabe faz parte do grupo de seis novos integrantes oficializados no bloco de nações emergentes em agosto – juntamente com a Argentina, Egito, Emirados Árabes, Etiópia e Irã – durante a cúpula de Joanesburgo.

Os representantes sauditas indicaram ao presidente Lula que desejam ampliar investimentos no Brasil, principalmente na área de petróleo e gás e também nas fontes verdes, além de retomar uma agenda comercial que ficou parada nos últimos anos.

Também ficou acertado que uma delegação de empresários e autoridades sauditas deve visitar o Brasil em breve para conhecer a carteira de projetos do Novo PAC que estão abertos a investimentos estrangeiros. Essa agenda será discutida pelos ministérios das Relações Exteriores de ambos os países.

Segundo o presidente Lula, o crescimento dos investimentos sauditas no Brasil é bem vindo e pode ser importante no processo de transição para uma economia mais sustentável, com destaque para setores de alta tecnologia, como o desenvolvimento de motores híbridos e também em hidrogênio verde.

O presidente também falou sobre as relações comerciais entre os dois países, que vêm crescendo ano a ano. Em 2022, o volume comercializado chegou a US$ 8,2 bilhões.

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