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Mais de 25% da população foi atingida por eventos climáticos extremos em SC no ano passado

Dados da Secretaria Nacional da Defesa Civil aponta para a ocorrência de quase 5 mil eventos extremos no último ano

O deputado Padre Pedro Baldissera (PT) alertou sobre a ocorrência cada vez mais frequente de eventos climáticos extremos.

“Em 2005 tivemos cinco milhões de pessoas atingidas por eventos climáticos extremos e em 2022, 26,5 milhões. Em um ano, 13% da população brasileira foram impactadas, o que não é pouca coisa.”

O parlamentar disse que sempre convivemos com eventos climáticos, mas nunca como nos primeiros anos deste século. “Só em SC, no ano passado, foram mais de 25% da população atingida. A situação é desfavorável e exige medidas de urgência e ao mesmo tempo um planejamento de médio e longo prazo”, disse.

Segundo o parlamentar, é necessário mobilizar, estruturar e executar medidas de prevenção e mitigação num prazo curto de tempo porque as coisas vêm cada vez mais acontecendo, mais rápidas, e mais fortes.

Dados da Secretaria Nacional da Defesa Civil aponta para a ocorrência de quase 5 mil eventos extremos no último ano. “É muito. Em 2010 tínhamos menos de 2 mil em todo o país. O estudo foi  encomendado pela Confederação Nacional de Municípios e serve de alerta pra todos nós.”

Conforme o levantamento, 4.334 dos municípios brasileiros foram atingidos e 78% registraram algum tipo de desastre que afetou imóveis entre 2013 a 2022. Nos últimos 10 anos foram registrados recordes de casas destruídas ou danificadas.

Prevenção e preservação

O deputado Padre Pedro lamentou o despreparo e a falta de investimentos em prevenção e preservação. O estudo aponta que quase 5 milhões de pessoas foram negligenciadas pelas políticas públicas em razão dos eventos climáticos.

“É um faz de conta, as famílias foram atingidas, mas infelizmente não são atendidas. Perderam suas casas, foram obrigadas a buscar alternativas e muitas vezes ocupar áreas de risco, se submetendo à condição de ser logo, logo, atingida novamente.”

O parlamentar destacou que nos últimos 10 anos os governos gastaram o dobro em respostas a desastres e prevenção e alertou que os que não investem, a cada ano que passa, vão gastar mais em indenizações para poder resolver os problemas recorrentes.

“A região Sul foi a que mais sofreu com os eventos extremos. Está aí o Rio Grande do Sul que infelizmente registrou 47 mortes e nove ainda estão desaparecidas.”

Padre Pedro destacou o aparelhamento da Defesa Civil que vem se aprimorando e que, com mais rapidez, busca intervir, atender, mas alertou que é preciso intensificar os esforços para que se possa evitar as catástrofes e prevenir com maior antecedência.

Ganância humana

Padre Pedro comentou que tudo isto tem suas razões, origens que remetem ao discernimento e tomadas de postura. “Nada disso é por acaso ou por vontade de Deus. A ganância humana tomou conta, o lucro, as cifras colocam em risco a questão da vida das pessoas.”

Segundo ele, o desmatamento da Amazônia é um grande sinal de alerta e devemos ter carinho e cuidado cada vez maior com as reservas ambientais. “Elas não precisam do homem, da mulher, da ação do ser humano. Mas nós precisamos da natureza. Sem ela, não somos nada, nem ninguém. Nem cifras vamos ter, nem lucros vamos obter. O capital, a economia dependem sim da natureza.”

Ele disse que o grande desafio é estabelecer uma relação harmoniosa com a natureza, “porque dependemos dela para garantir não só a nossa sobrevivência, o bem estar, mas o desenvolvimento do país, do nosso estado e do nosso mundo todo. Fica aqui este alerta para muitos e muitas de nós.”

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