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Imagem de um vídeo que está nas mãos da Polícia Civil

Polícia prende servidor da prefeitura de Florianópolis por cobrança de propina

Servidor efetivo da Floram teria cobrado propina de construtor para aliviar fiscalização; caso ganhou repercussão e irá ao ar neste domingo (17) no Fantástico da Rede Globo

Um servidor efetivo há 8 anos na Fundação Municipal de Meio Ambiente (Floram) foi preso na manhã de sexta-feira (15) durante uma operação da Polícia Civil que apura cobrança de propina para evitar demolição em obra irregular no Sul da Ilha. A Prefeitura teve acesso aos autos na noite de sexta-feira (15).

O caso, que envolve cobrança de propina para obstruir a demolição de construções ilegais, veio à tona durante uma operação da Polícia Civil. Segundo o Jornal Razão, o servidor, que já foi chefe de fiscalização da Floram, estaria cobrando a propina. Um vídeo mostra a negociação. “As provas preliminares mostram que houve uma negociação de valores entre o servidor e o construtor. Enquanto o primeiro propôs um valor de R$ 90 mil para regularizar a situação de forma imediata ou R$ 110 mil se o pagamento fosse fracionado, o construtor ofereceu R$ 30 mil à vista ou R$ 35 mil parcelados por unidade construída. Conforme registros da Polícia Civil, a negociação tinha como objetivo permitir uma edificação não licenciada”, diz o jornal.

Ainda de acordo com o jornal, durante o diálogo, em um vídeo anexo na investigação o funcionário demonstrou certo grau de ansiedade ao perceber a presença de um veículo desconhecido nas proximidades. “Tem uma caminhonete,” disse. O construtor prontamente acalmou-o, alegando que o veículo pertencia a um de seus funcionários. A Polícia Civil, em seus documentos oficiais, interpretou esse momento como um indicativo claro da ilegalidade da transação que estava em curso.

O construtor já tem um histórico de obras irregulares na cidade, inclusive com multas e decisões de demolição.

Prefeitura de manifesta

Nas redes sociais, o prefeito Topázio Neto estranhou o vídeo, de um ano atrás, não ter chegado ao conhecimento do município para afastar o servidor de imediato. Ele também destacou que uma equipe do programa Fantástico, da Rede Globo, sabia da operação um dia antes de acontecer, já que havia chegado na cidade na quinta-feira.

Em dezembro de 2022, após a primeira operação da Polícia, quando se investigava uma suposta rede de construtores irregulares, o município procurou a delegacia de polícia civil para buscar mais informações e colaborar. Não recebeu nenhuma informação sobre servidor praticando irregularidades. “A nossa questão é que se havia um vídeo de mais de um ano comprovando a prática de corrupção, este deveria ter chego no município para afastar o funcionário de imediato”, disse Topázio.

Ainda em dezembro, a Prefeitura firmou um convênio com a Polícia Civil, criando um núcleo anticorrupção dentro da estrutura municipal. Com a reforma administrativa em janeiro de 2023, Topázio separou todas as equipes de fiscalizações dos órgãos de licenciamento, buscando criar mecanismos para dificultar atos de corrupção. O prefeito destacou que a grande maioria dos servidores são honestos e honrados e que vai demitir todos aqueles que mancham a imagem do serviço de Florianópolis.

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